terça-feira, 23 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Realizada assembléia de eleição de delegados ao CONUJES.
Foi realizada no ultimo dia 12 a assembléia para eleição de delegados ao XV° CONUJES.
O XV° Congresso dos Estudantes Secundaristas irá ocorrer no dia 1 de outubro na sede dos Sindicato dos Servidores Públicos Municipais(SINSEJ) na rua Lages 84.
Contato: Iago 2°2.
O XV° Congresso dos Estudantes Secundaristas irá ocorrer no dia 1 de outubro na sede dos Sindicato dos Servidores Públicos Municipais(SINSEJ) na rua Lages 84.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
"A educação pública no Chile é possível, não estamos falando de utopias"
Em entrevista, estudante secundarista comenta sua expulsão por fazer movimento
07/07/2011
Caio Zinet, César Fernandes e Naiady Piva
Lorena Mussa, estudante do Ensino Médio de Arica, uma cidade do Chile, foi expulsa de sua escola após fazer um chamado, por meio do Facebook, a seus colegas para debater e aderir as recentes mobilizações no país por uma educação pública gratuita e de qualidade. Apesar da tentativa de intimidação, Lorena continua participando ativamente das mobilizações no Chile.
Assim como no Brasil, a educação chilena sofre diversos ataques comandados por organismos internacionais como o Banco Mundial, que caminham no sentido da privatização e da mercantilização do ensino. O governo chileno do presidente Sebastian Piñera apresenta um projeto de reforma da educação do país, centrado principalmente no privatização das escolas, atentando contra a educação pública acessível a todos.
Os estudantes, no entanto, não deixam com que essas reformas sejam introduzidas de maneira tranquila, e resistem. Assim como em 2006, milhares de jovens vão as ruas, convocados pela Federação de Estudantes do Chile (CONFECH) e pelos sindicatos docentes, para reivindicar a gratuidade do ensino, maior repasse para assistência estudantil, entre outras pautas. Somente na última quinta-feira, cerca de 400 mil pessoas foram as ruas em seis cidades do país para protestar.
O Barricadas entrevistou, por e-mail, Lorena Mussa, que em meio à correria das mobilizações estudantil reservou um tempo para mandar informações para o Brasil.
Quem é você, onde estuda e como é sua participação nas manifestações recentes?
Lorena Mussa: Sou Lorena Mussa, tenho 17 anos e sou militante da Frente de Estudantes Libertários. Atualmente expulsa verbalmente do Colégio Alemão de Arica (Chile) por convocar uma assembleia aberta para meus companheiros de colégio. Estou há sete dias sem assistir as aulas.
Minha participação nas recentes manifestações vem de algum tempo, eu e outros companheiros secundaristas de luta organizamos a primeira assembleia de 2011 em Arica para formar uma coordenação de secundaristas. Esta coordenação - AGEAP (Assembleia Geral de Estudantes de Arica e Parinacota) - agrupa todos os centros de estudantes e também estudantes sem cargos. Este foi o início das escolas tomadas e mobilizadas em Arica. Não tenho nenhum cargo na minha escola, mas no calor da luta acabei com um papel de direção.
O que ocorre hoje no Chile? Qual a participação da juventude nestes processos em curso?
Está se desenvolvendo no Chile um importante movimento político que começou como luta estudantil e está se transformando em luta político-social.
Temos hoje mais de 500 colégios ocupados pelos alunos e a maioria das universidades estão paralisadas, é algo que não se via há muitos anos e tem encontrado apoio em outros setores da sociedade, reunindo mais de 400 mil pessoas nas manifestações que tem ocorrido todos as semanas há um mês.
A forma de organização tem sido a mesma que tem caracterizado a Primavera Árabe ou os Indignados da Espanha: as redes sociais. Grupos no Facebook, chamados no Twitter e outras ferramentas tem servido como meio de difundir e massificar. No entanto, a utilização destes recursos serviu de desculpa para que a diretora Luz Marina Osoria me expulsasse por convocar uma assembleia em que se informaria sobre um abaixo-assinado unitário apresentado pelo movimento e as demandas dos estudantes chilenos.
Esta luta da sociedade chilena tem gerado uma maturidade importante. O povo chileno está reivindicando ter uma educação melhor a serviço do povo. Entendemos a educação como um direito social, portanto deve ser de livre acesso, gratuita e socializada. Sem dúvida hoje no Chile estamos vivendo um momento histórico e isto depende de nós!
Fazemos um chamado como estudantes chilenos à radicalização do movimento e à unificação de forças. Por um projeto de educação pública construído por todos.
Por que te expulsaram da escola?
Me expulsaram por convocar uma assembleia via Facebook. O objetivo da assembleia era unicamente informativo. Isto demonstra que aqui no Chile se violam a liberdade de expressão, o direito de reunião, a democracia.
Assim que me comunicaram que eu estava expulsa me mantiveram reclusa por 5 horas, incomunicável e sem deixar que eu saísse almoçar. Além disso anteriormente eu já tinha recebido ameaças de morte por parte da diretora caso ocupássemos a escola.
Como foi o processo de expulsão?
Minha expulsão ocorreu apenas de forma verbal. No dia em que fui à escola com meus pais, fomos tirados de lá com a polícia, porque nos negamos a assinar um documento que atestasse a minha expulsão. Não me deixam assistir às aulas e bateram a porta na cara do meu pai quando ele foi entregar um documento para apelar às instâncias internas do colégio. Meus companheiros estão ameaçados pela diretora e pelos inspetores do estabelecimento.
Tenho recebido bastante apoio nacional e internacional, graças aos veículos que divulgaram minha situação.
Há outros casos de repressão, além do seu?
Sim, eu enfatizo muito que esta não é uma luta minha, não é a luta de Lorena Mussa, é a luta de todos. Eu só me encarreguei de denunciá-la. E é algo que está se passando ao redor de todo o Chile. Aqui mesmo em Arica, no momento de tentarem ocupar um colégio particular feminino, as golpearam com pedaços de pau, mesas, extintores, etc. Temos um caso na cidade de Iquique (ao sul de Arica), em que a polícia acorrentou os estudantes no momento da desocupação de uma escola. O estado em que nos encontramos é brutal. Mas isso reafirma a todos nós a convicção de que a educação no Chile precisa de uma mudança radical já.
Os proprietários dos colégios agem como donos de empresas e, se vêem seus interesses ameaçados, não hesitam em criminalizar a luta dos estudantes chilenos, os ameaçando e reprimindo. Mas não nos intimidam, nos inspiram a seguir lutando pela eliminação do lucro na educação, até termos uma educação gratuita, digna e de qualidade para todos.
Quais são os passos a seguir, em relação à expulsão? O que os estudantes de todo o mundo podem fazer?
Primeiramente, estamos apelando a todas as instâncias internas do colégio. Essa semana, entramos com um recurso de proteção ante a suprema corte. O que pedimos, como estudantes chilenos, é a máxima divulgação e a denúncia desses atos criminosos que não podem continuar acontecendo. Não é possível que em uma “democracia” se violem direitos humanos.
Outros setores, além da juventude, têm participado destas ações?
Sim, nessas atuais movimentações que se somam em todo o país, para exigir o que é justo. A educação pública no Chile é possível, não estamos falando de utopias, mas de uma realidade que está latente! O Chile tem, atualmente, uma das melhores economias da América Latina e ainda assim a educação não é gratuita, o que é uma vergonha para os chilenos. Vemos como os países vizinhos que não tem uma economia como a nossa tem uma educação gratuita e de qualidade.
Você vê alguma relação forte entre os atos chilenos e os recentes levantes que tem se instalado em todo o mundo?
Sem dúvida, há uma relação muito forte entre os atos chilenos e todas as mobilizações que estão se acontecendo no mundo. Pessoalmente, acredito que é a indignação: indignação no caso dos países árabes, indignação na Espanha e indignação no Chile. Como disse um economista: o Chile é o único país que privilegia a liberdade de empresa sobre o direito à educação.
Nós não acreditamos que seja possível que a mensalidade das escolas seja maior que o próprio salário mínimo - assim o rico pode estudar e o pobre não.
Conheças as principais demandas dos protestos dos estudantes no Chile:
Universitários
* Aumentar a porcentagem do PIB no financiamento público para a educação;
* Democratizar o sistema de educação e o acesso com equidade, qualidade, integração e heterogeneidade social nas matrículas (dentro do primeiro âmbito, se inclui o desenvolvimento das universidades públicas, a proibição efetiva do lucro e a criação de um Centro de Formação Técnico de caráter público e nacional);
* Em nível estrutural, exigimos a implementação de uma reforma tributária que tenha como finalidade prioritária outorgar o financiamento adequado para realizar essas políticas nos marcos de uma profunda reforma educacional.
* Finalmente, com vistas a melhorar o acesso e a equidade, a CONFECH reivindica que se elimine a PSU (Prova de Seleção Universitária), que nós entendemos como filtros de classe explícitos e desnecessários.
Secundaristas
Nós, secundaristas, estávamos inconformados com os rumos da educação, o que gerou a “Revolução dos Pingüins” (uma referência aos uniformes azuis e brancos dos secundaristas da rede pública, que causou uma forte crise no governo Bachelet, mais de 600 mil pessoas foram às ruas). Hoje, voltamos e exigimos novas mudanças na institucionalidade e lutamos por escolas mais dignas.
Nesse sentido, a reivindicação dos secundaristas tem cinco pilares fundamentais: o fim da municipalização e do sistema de subsídios, o aumento da cobertura da assistência estudantil, melhoras na infra-estrutura, regulamentação das escolas-técnicas e rechaço às reformas educacionais do governo.
Para acabar com a municipalização e os subsídios, propomos mudanças na administração financeira e nos requerimentos mínimos para a existência de colégios de responsabilidade do Estado.
Brasil de Fato.
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
Professores e estudantes, as suas lutas são casadas.
Por todo o país se espalham as greves de professores das escolas públicas. Os governos, na maioria das vezes, negam-se a atender suas reivindicações e as greves se estendem por semanas. Os governos usam todo tipo de falácia para convencer a população e especialmente os estudantes a se voltarem contra seus professores. Algumas mentiras como: “os professores são irresponsáveis ao tirar o direito das crianças de ter aula”, “nós não temos condições de financiar o que o professores reivindicam”.
Primeiramente vamos analisar quais são as reivindicações dos professores, que as razões das greves. O salário do professor na maioria dos estados não é muito maior do que o valor da mensalidade de cursos de licenciatura em universidades privadas e comunitárias. As condições de trabalho para os professores, ou seja, a estrutura nas escolas públicas é de péssima qualidade, há desde falta de materiais, problemas estruturais de extrema gravidade como rachaduras nas paredes, problemas de higiene, salas superlotadas.
Vejamos que todos esses problemas prejudicam também os estudantes, afinal o ambiente de trabalho do professor é o ambiente de estudo, logo, todas as reivindicações dos grevistas relacionadas a estrutura escolar também deveriam ser as reivindicações dos estudantes.
A questão do salário também é de importância para os estudantes e para a população em geral, afinal se essa profissão importantíssima é tratada com descaso, essa irresponsabilidade do governo vai se refletir no futuro, quando cada vez mais jovens desistirão da carreira de professor por conta do péssimo retorno financeiro. Então quem ajudará as crianças e jovens a aprender para exercer um trabalho produtivo em pró da comunidade?
Vejamos então que é o governo que está tirando o direito das crianças de, no futuro, poder ter uma educação de qualidade. Quanto às crianças e jovens de hoje, é completamente falso o discurso de que estes sairão mais prejudicados com a greve. Todos os dias a aprendizagem da juventude é precarizada por causa do descaso do governo com a educação. A dedicação dos estudantes e o heroísmo dos professores não são suficientes para garantir qualidade na educação.
O governo deve entender que a única forma de garantir que os estudantes, professores e a população não saiam prejudicados com a greve é atender as reivindicações dos grevistas e assim tornar possível o retorno das aulas com ganhos reais para professores e estudantes.
Não há dinheiro para a educação? Ora, existem acusações gravíssimas inclusive de desvio de verbas do FUNDEB em Santa Catarina. Dinheiro há sim, onde ele está é a questão.
Os estudantes e a população devem compreender que só a greve, a organização, a luta na rua é que forçará os governantes a atender nossas reivindicações. Esses homens que têm a caneta na mão, fora raras exceções, são comprados pelos exploradores ricos através do financiamento de campanhas e da corrupção, só se interessam por eles mesmos.
Professores e estudantes, trabalhadores, unam-se na luta pela educação pública gratuita e de qualidade.
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segunda-feira, 4 de julho de 2011
Greve dos Professores!
Iago Paqui, presidente da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas(Ujes), é estudante do Tufi, está junto com os grêmios da cidade apoiando e participando da greve dos professores da rede estadual.
" A Ujes entende que a luta pela aplicação da lei do Piso Salarial Nacional para os trabalhadores da educação é justa e importante para todos aqueles que defendem uma educação pública gratuita e de qualidade, professores valorizados significa a educação valorizada" Iago.
"Depois da greve a organização do grêmio estudantil do Tufi Dippe e o Congresso da Ujes serão questões centrais para continuar a luta pela educação pública gratuita e de qualidade, melhorias nas escolas, mais democracia na escola" Iago.
" A Ujes entende que a luta pela aplicação da lei do Piso Salarial Nacional para os trabalhadores da educação é justa e importante para todos aqueles que defendem uma educação pública gratuita e de qualidade, professores valorizados significa a educação valorizada" Iago.
"Depois da greve a organização do grêmio estudantil do Tufi Dippe e o Congresso da Ujes serão questões centrais para continuar a luta pela educação pública gratuita e de qualidade, melhorias nas escolas, mais democracia na escola" Iago.
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terça-feira, 26 de abril de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Declaração da Ujes sobre a falta de professores e sobre o fechamento de alguns turnos e escolas em Joinville.
A Ujes teve a oportunidade na ultima sexta-feira de reunir-se com a gerente de educação Clarisse Portella e sua equipe, abaixo a declaração da Ujes a respeito de alguns dos temas debatidos na reunião.
O ano não começou bem para os estudantes de Joinville. Começa que em algumas escolas como Conselheiro Mafra, João Colin e Dom Pio, os turnos noturnos foram fechados. A Gerência Regional de educação argumenta que as matrículas não atingiram o mínimo estipulado de 120 estudantes, e que por isso, os turnos se manterão fechados, e os estudantes terão que estudar em outras escolas, próximas a suas casas, argumenta que a maioria dos estudantes “não são trabalhadores e têm menos de 18 anos de idade”, e que por isso deveriam estudar nas escolas de seus bairros e principalmente no turno matutino. Haviam se matriculado para o turno noturno no João Colin: 65 estudantes, no Conselheiro Mafra 57, e 49 no Dom Pio.
A opinião da Ujes é de que a Gerência de Educação não está levando em conta, a qualidade do ensino, nem as necessidades dos estudantes. A evasão no ensino médio segundo a própria Gerência e de 46%! E qual é a política do Estado em relação a esse número assustador? Diminuir as facilidades de acesso e a permanência a escola, fechar turnos, diminuir as opções para os estudantes. Ainda se deve levar em conta que as escolas de periferia têm o turno diurno com salas de aula lotadas com 35, 45 estudantes, o que o Estado propõe é lotá-las ainda mais.
A atitude correta deveria ser contratar professores, investir em infra-estrutura, abrir turmas com 10, 15 alunos se fosse o caso, mas garantir o acesso a uma educação pública gratuita e de qualidade. Mas o Estado está preocupado é em cortar gastos. A Ujes defende que o Estado amplie os investimentos para uma educação pública gratuita e de qualidade.
Para piorar, em quase todas, se não todas, as escolas de Joinville estão com falta de professores, a Gerência argumenta que “os pais dos estudantes deixam para fazer a matrícula de seus filhos na ultima hora, entre final de janeiro e fevereiro” e que “muitos professores desistem de suas vagas e muitos outros estão se aposentando”, ainda coloca que se deve aguardar a decisão a respeito dos novos diretores de escola, já que estes são indicados pelo governo e esse ano tem a troca no governo do Estado, isto porque alguns dos diretores ainda estão contratados como professores. Para a Ujes, fica evidente que o problema é a contratação de professores e ainda o incentivo a esta profissão, é claro que ser professor não tem, mas sido o sonho das crianças, e que muitos venham desistindo, o governo não valoriza o professor, diga-se o salário e as condições de trabalho que são péssimas. Porra, a culpa é do pai que espera para matricular o filho? O governo não faz idéia quantos estudantes vão estudar no próximo ano?
Para nós essa situação é reflexo da falta de investimento, de verbas, para contratar professores, investir em estrutura, falta de vontade política, descaso, incompetência. Isso não pode, e não vai continuar assim, queremos educação pública gratuita e de qualidade!
Diretoria da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas.
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sábado, 18 de dezembro de 2010
Manifesto do Comitê de Luta do Transporte Coletivo Dezembro/2010
As entidades e movimentos sociais abaixo assinados informam à população de Joinville que o COMITÊ DE LUTA DO TRANSPORTE COLETIVO está articulado contra o aumento da tarifa da passagem de ônibus em Joinville.
Novamente as empresas concessionárias, GIDION e TRANSTUSA, estão pressionando a Prefeitura para que a passagem do coletivo urbano seja reajustada. As empresas querem reajustar a tarifa antecipada de R$ 2,30 para R$ 2,60. É claro que os trabalhadores e estudantes não concordam com um aumento desse porte, pois seus salários não suportarão essa despesa.
Isso significa que quem ganha um salário mínimo e utiliza dois passes por dia arcará com uma despesa de R$ 104,00, se utilizar quatro passes a despesa é de R$ 208,00, com base em 20 dias de uso. O comprometimento do orçamento, nesse exemplo, será de quase 20% ou mais de 40% do salário mínimo, no segundo caso.
Entendemos que isso é inaceitável pois, além de se tratar de uma concessão pública de transporte de mais de quarenta anos e inúmeras prorrogações ilegais que estão sendo contestadas na Justiça, traz um ônus insuportável para os trabalhadores e estudantes, usuários do transporte coletivo.
É preciso respeitar os interesses de milhares de pessoas dessa cidade. Por isso temos o dever de chamar a responsabilidade do Poder Público para que atenda as reivindicações da população usuária de um serviço público essencial como é o caso do transporte coletivo.
O COMITÊ DE LUTA vai combater qualquer aumento na tarifa e queremos obter o compromisso do Prefeito de Joinville para não conceder nenhum aumento de tarifa nesse momento, possibilitar o debate com a população sobre o modelo de gestão mais apropriado para a cidade e com a abertura de licitação para a concessão do serviço de transporte coletivo, medida que é aguardada há muitos anos por todos nós como um passo intermediário para que o Município de Joinville passe a explorar diretamente este serviço público.
As empresas de ônibus dizem que precisam de reajuste porque as despesas aumentam, mas esquecem que reduzem linhas, cortaram o pega-fácil e o passe livre para idosos de 60 a 64 anos, negam o passe livre para estudantes, os ônibus transitam superlotados, não investiram em melhorias ou aumento da frota no último período, não oferecem condições adequadas para os portadores de deficiência e priorizam apenas o lucro. É preciso lembrar que o transporte público e de qualidade é um direito constitucional e não pode servir para exploração, mas para oferecer segurança e qualidade de vida às pessoas que o utilizam.
O COMITÊ DE LUTA está enviando um pedido formal ao Prefeito Carlito Merss para que não conceda nenhum reajuste e inicie o processo de licitação imediatamente. As mesmas empresas exploram o transporte urbano há mais de quarenta anos e não se vê melhorias, pelo contrário, apenas dificuldades e o desrespeito ao direito da coletividade. A legislação diz que é ilegal e ilegítima a exploração de operação do serviço público de transporte coletivo de passageiros, por empresas particulares, sem a realização de prévia licitação.
Está na hora da população de Joinville ser atendida e o transporte coletivo deixar de ser um problema. Participe do COMITÊ DE LUTA.
Maiores informações: 47-3025-3447 – Centro dos Direitos Humanos de Joinville
Entidades que assinam o Manifesto:
APRASC
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES CHICO MENDES
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO ADHEMAR GARCIA
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO JARDIM FRANCINE
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO PANAGUAMIRIM
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO SANTA BÁRBARA
CENTRO ACADEMICO DE DIREITO DA UNIVILLE
CDH - CENTRO DOS DIREITOS HUMANOS DE JOINVILLE
CONDESAG - CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL DO ADHEMAR GARCIA
ESQUERDA MARXISTA DO PT
FETRAESC FEDERAÇAO TRABALHADORES DO ENSINO PRIVADO
GRÊMIO DO JURACY
GRÊMIO DO PRESIDENTE MÉDICI
GRÊMIO ESTUDANTIL TUFI DIPPE
GRÊMIO JOÃO ROCHA
GRÊMIO PAULO MEDEIROS
JUVENTUDE MARXISTA
MANDATO VEREADOR ADILSON MARIANO
PASTORAL DA JUVENTUDE
SINDICATO DA SAÚDE
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE JOINVILLE
SINDICATO DOS PLÁSTICOS DE JOINVILLE
SINDICATO DOS DE JOINVILLE E REGIÃO
SINDICATO DOS REPRESENTANTES COMERCIAIS/ NORTE E NORDESTE SC
SINDICATO DA SAÚDE EM ESTABELECIMENTOS PÚBLICOS DE JOINVILLE
SINDICATO DO VESTUÁRIO DE JOINVILLE
SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS GRÁFICAS DE JOINVILLE
SINDITEX - SINDICATO FIAÇÃO ETECELAGEM DE JOINVILLE
SINPRONORTE
SINSEJ
SINTE
SINTRAFAJO/SC - SINDICATO DOS TRABALHADORES DA ALIMENTAÇÃO DE JOINVILLE
SITICOM - SINDICATO DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO DE JOINVILLE
UNIÃO JOINVILENSE DOS ESTUDANTES SECUNDARISTAS (UJES)
Novamente as empresas concessionárias, GIDION e TRANSTUSA, estão pressionando a Prefeitura para que a passagem do coletivo urbano seja reajustada. As empresas querem reajustar a tarifa antecipada de R$ 2,30 para R$ 2,60. É claro que os trabalhadores e estudantes não concordam com um aumento desse porte, pois seus salários não suportarão essa despesa.
Isso significa que quem ganha um salário mínimo e utiliza dois passes por dia arcará com uma despesa de R$ 104,00, se utilizar quatro passes a despesa é de R$ 208,00, com base em 20 dias de uso. O comprometimento do orçamento, nesse exemplo, será de quase 20% ou mais de 40% do salário mínimo, no segundo caso.
Entendemos que isso é inaceitável pois, além de se tratar de uma concessão pública de transporte de mais de quarenta anos e inúmeras prorrogações ilegais que estão sendo contestadas na Justiça, traz um ônus insuportável para os trabalhadores e estudantes, usuários do transporte coletivo.
É preciso respeitar os interesses de milhares de pessoas dessa cidade. Por isso temos o dever de chamar a responsabilidade do Poder Público para que atenda as reivindicações da população usuária de um serviço público essencial como é o caso do transporte coletivo.
O COMITÊ DE LUTA vai combater qualquer aumento na tarifa e queremos obter o compromisso do Prefeito de Joinville para não conceder nenhum aumento de tarifa nesse momento, possibilitar o debate com a população sobre o modelo de gestão mais apropriado para a cidade e com a abertura de licitação para a concessão do serviço de transporte coletivo, medida que é aguardada há muitos anos por todos nós como um passo intermediário para que o Município de Joinville passe a explorar diretamente este serviço público.
As empresas de ônibus dizem que precisam de reajuste porque as despesas aumentam, mas esquecem que reduzem linhas, cortaram o pega-fácil e o passe livre para idosos de 60 a 64 anos, negam o passe livre para estudantes, os ônibus transitam superlotados, não investiram em melhorias ou aumento da frota no último período, não oferecem condições adequadas para os portadores de deficiência e priorizam apenas o lucro. É preciso lembrar que o transporte público e de qualidade é um direito constitucional e não pode servir para exploração, mas para oferecer segurança e qualidade de vida às pessoas que o utilizam.
O COMITÊ DE LUTA está enviando um pedido formal ao Prefeito Carlito Merss para que não conceda nenhum reajuste e inicie o processo de licitação imediatamente. As mesmas empresas exploram o transporte urbano há mais de quarenta anos e não se vê melhorias, pelo contrário, apenas dificuldades e o desrespeito ao direito da coletividade. A legislação diz que é ilegal e ilegítima a exploração de operação do serviço público de transporte coletivo de passageiros, por empresas particulares, sem a realização de prévia licitação.
Está na hora da população de Joinville ser atendida e o transporte coletivo deixar de ser um problema. Participe do COMITÊ DE LUTA.
Maiores informações: 47-3025-3447 – Centro dos Direitos Humanos de Joinville
Entidades que assinam o Manifesto:
APRASC
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES CHICO MENDES
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO ADHEMAR GARCIA
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO JARDIM FRANCINE
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO PANAGUAMIRIM
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO SANTA BÁRBARA
CENTRO ACADEMICO DE DIREITO DA UNIVILLE
CDH - CENTRO DOS DIREITOS HUMANOS DE JOINVILLE
CONDESAG - CONSELHO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL DO ADHEMAR GARCIA
ESQUERDA MARXISTA DO PT
FETRAESC FEDERAÇAO TRABALHADORES DO ENSINO PRIVADO
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GRÊMIO ESTUDANTIL TUFI DIPPE
GRÊMIO JOÃO ROCHA
GRÊMIO PAULO MEDEIROS
JUVENTUDE MARXISTA
MANDATO VEREADOR ADILSON MARIANO
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SINDICATO DA SAÚDE
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE JOINVILLE
SINDICATO DOS PLÁSTICOS DE JOINVILLE
SINDICATO DOS DE JOINVILLE E REGIÃO
SINDICATO DOS REPRESENTANTES COMERCIAIS/ NORTE E NORDESTE SC
SINDICATO DA SAÚDE EM ESTABELECIMENTOS PÚBLICOS DE JOINVILLE
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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
PORQUE JOHN LENNON SE DESTACOU DO RESTO
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Estudantes contra o aumento da tarifa de ônibus
“A prefeitura está sendo pressionada novamente pelas empresas Transtusa e Gidion para conceder aumento da tarifa de transporte público aos usuários. O custo da passagem passaria de R$2,30 R$ para R$2,60.”
Para os estudantes o aumento é inaceitável. Ano a ano o preço da tarifa aumenta e impacta no orçamento de muitas famílias joinvilenses. Os estudantes que moram longe da escola gastam em 20 dias de aula R$92,00, com o aumento para R$2,60 gastariam R$104,00. Os estudantes não têm dinheiro para arcar com estas despesas. O aumento da tarifa de ônibus prejudicaria a condição de acesso do jovem à escola, é um ataque ao direito de livre acesso à educação, uma vez que não existe uma política de transporte gratuito para os estudantes.
Não só o acesso á escola é prejudicado, como também para toda a população o direito de se deslocar pela cidade em busca de emprego, para ir ao cinema, ao teatro.
A Ujes, como sindicato dos estudantes, tem que se posicionar contra qualquer tipo de aumento da tarifa de transporte coletivo. A Ujes está disposta a se organizar com todos os segmentos da classe trabalhadora joinvilense para lutar contra o aumento.
O prefeito municipal, como representante dos trabalhadores, tem que negar o aumento da tarifa do transporte coletivo e discutir com a população qual deve ser o modelo de transporte público para Joinville.
A Ujes está disposta a apoiá-lo nessa decisão. Caso o aumento seja concedido, a Ujes agirá de acordo com o seu dever enquanto sindicato de estudantes: mobilizar contra o aumento!
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Estudantes vão a Câmara de Vereadores para pedir atenção do poder público.
A União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas e estudantes das escolas João Colin e Conselheiro Mafra estiveram na Câmara de Vereadores de Jonville para fazer uso da palavra livre junto ao SINTE para denunciar a questão do fechamento de turnos em várias escolas de Joinville. Os estudantes expuseram a questão do fechamento dos turnos e explicaram aos vereadores o quanto saíriam prejudicados pela decisão da Gerencia de Educação. "É uma injustiça para com os estudantes, o governo deveria abrir vagas e não fechar, dessa maneira temos que lidar com as salas superlotadas" disse Iago Paqui, Presidente da Ujes, " As matriculas foram abertas fora da temporada e muitos estudantes não tiveram a oportunidade de se matricular" disse Clarice, Coordenadora do SINTE. Quinta Feira os estudantes vão voltar a Câmara ás 15h para participar da reunião da comissão de educação, onde espera-se a presença da Secretária regional de educação.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Estudantes protestam contra o fechamento de turno.
Ontem estive na escola Conselheiro Mafra contribuindo para um ato público realizado pelos estudantes e professores daquela escola contra o fechamento do turno noturno. Outras escolas estão sendo afetadas pela mesma medida como o João Colin, o Celso Ramos, o Dom Pio de Freitas e mais.
A Gerência de Educação argumenta que para manter o turno aberto seria necessário que houvesse pelo menos 120 alunos matriculados, e que ainda 90% dos alunos são de periferia e apenas 15% trabalham durante o dia.
O que acontece é que este ano os estudantes foram pegos de surpresa, pois a matricula foi aberta em outubro (geralmente é em novembro), e poucos estudantes já se matricularam. Ainda há denuncia por parte dos professores e alunos que a Gerencia não só não está divulgando as datas de matrícula como também ordenou que a faixa que estava estendida na frente do Conselheiro Mafra chamando a comunidade a fazer a matricula fosse retirada. O que está acontecendo?
Parece claro que a Gerencia de Educação quer na verdade cortar gastos, deixar os estudantes sem escola e os professores sem emprego. É mais barato lotar as salas das escolas de periferia do que manter um padrão de qualidade com 20 alunos por sala. Agora os estudantes que trabalham terão que retornar ao bairro, chegar atrasado na escola e se prejudicar por causa da irresponsabilidade do Governo que não quer investir em educação.
A União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas e o SINTE são solidários a luta dos estudantes e professores e vão contribuir, para cobrar do governo que abra escolas e não deixem o jovem mais distante da educação.
- Contra o fechamento de turmas e de turnos!
- 20 alunos por sala de aula!
- Melhores condições de trabalho para os professores!
- Contratação de mais professores!
-Todos na Escola Pública com qualidade e gratuita!
Iago Paqui - Presidente da Ujes.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
GRÃ-BRETANHA: MAIOR MANIFESTAÇÃO ESTUDANTIL EM DÉCADAS - E ESTE É APENAS O COMEÇO
Na quarta-feira, 10 de novembro, Londres testemunhou uma resposta esmagadora dos alunos, uma manifestação de mais de 50 mil marchou em protesto contra os ataques que ocorrem no Ensino Superior.
Acontecimentos mudaram o rumo na Grã-Bretanha. Uma primeira reação teve lugar esta semana contra o programa de cortes violentos que está sendo introduzido pela coalizão liderada por “Tory-led”. Na quarta-feira, 10 de novembro, Londres testemunhou uma resposta esmagadora dos alunos, uma manifestação de mais de 50 mil marchou em protesto contra os ataques que ocorrem no Ensino Superior.
A manifestação, uma demonstração conjunta da União Nacional dos Estudantes (National Union of Students -NUS) e da União dos Docentes dos Colégios e das Universidades(University and College Lecturers Union - UCU), marcou um ponto de inflexão para a luta de classes na Grã-Bretanha, que será vista pelos trabalhadores em toda parte como a primeira expressão da raiva e frustração, em desenvolvimento dentro da sociedade como um todo. Não se vê esses números na Grã-Bretanha desde os protestos contra a guerra do Iraque. Mesmo os protestos estudantis contra a Guerra do Vietnã, em Grosvenor Square em 1968, foram apenas um pouco maior.
As taxas e os cortes
Em 1998 o novo governo trabalhista sucateou a educação gratuita através de subvenções públicas às privadas. Apesar de uma promessa eleitoral de não aumentar as mensalidades, o novo governo aprovou em 2004 uma lei para aumentar o custo das mensalidades no Ensino Superior (HE - university level education) de £ 1.250 para £ 3.290 por ano. A lei só foi aprovada na Câmara dos Deputados porque Tony Blair articulou minuciosamente o apoio dos conservadores para vencer a rebelião de trabalhadores nos bastidores.
À luz da crise capitalista a “Browne Review” recomendou, em 12 de outubro deste ano, que as universidades sejam autorizadas a cobrar taxas ilimitadas de ensino, indo muito mais longe do que era esperado, o que revela a profundidade da crise. Apesar do novo governo de coalizão conservadores-liberais prometer levar em conta as recomendações da “Browne Review”, o governo recuou da beira do abismo por medo das consequências sociais e políticas. No final, eles anunciaram planos para permitir taxas de até £ 9.000 por ano. Muito embora os alunos não sejam obrigados a pagar qualquer valor adiantado, a dívida que se acumula será emprestada a juros - os juros que vão direto para os bancos!
Além das taxas crescentes, o governo de coalizão anunciou na “Comprehensive Spending Review” (CSR) em 20 de outubro, que o orçamento de ensino para as universidades seriam cortados em 40%. Isso levanta a possibilidade de fechar universidades inteiras, juntamente com fechamento de cursos na maioria das universidades. Os alunos, portanto, não serão os únicos afetados pelos cortes, o UCU estima que mais de 22.000 postos de trabalho em universidades estão em risco, incluindo os professores e pessoal de apoio.
A imagem é extremamente desoladora nos FE (Further Education - educação para 16 a 18 anos), com cortes previstos em 25%. As instituições FE educam e treinam mais alunos, maiores de 16 anos, do que as “sixth forms”e as universidades juntas. As FE são claramente necessárias: cerca de um milhão de alunos entre 16 e 24 anos são classificados como "NEETS" (Sem emprego, sem educação, sem treinamento). O subsídio de manutenção da educação (Education Maintenance Allowance - EMA) de até £ 30 por semana para as famílias pobres, corre o risco de ser desmantelado. Nacionalmente 46% dos estudantes FE são atendidos pela EMA, em áreas mais pobres figura próximo dos 80%.
Estes cortes, que formam parte de um ataque generalizado aos serviços públicos, estão rasgando a política de consenso das últimas duas décadas. A ilusão de que na Grã-Bretanha existia um tipo de "meritocracia", onde não importava o quão imperfeito, onde seus filhos tivessem a oportunidade de chegar ao topo com um pouco de trabalho duro, foi destruída. Não é de estranhar, portanto, que as bolhas de raiva estão começando a emergir.
Demonstração Nacional
Até recentemente o movimento contra os cortes nas universidade havia sido conduzido principalmente pelos trabalhadores da universidade, que estavam enfrentando as consequências mais imediatas da crise, sob a forma de perda dos postos de trabalho, congelamento de salários, e os ataques à previdência e às condições de trabalho. Como resultado, a UCU esteve em greve por diversas vezes ao longo do ano passado, tanto em instituições de HE como FE.
A direção da NUS, no entanto, não tem acompanhado a militância no período recente, e até mesmo chegou a abandonar a sua posição oficial sobre a campanha de educação gratuita da Conferência Nacional de 2008.
Como os detalhes da “Browne Review” e da RSE emergiram no último mês, as atividades nas universidades começaram a acelerar. As entidades estudantis de todo o país deram grande apoio a protestos e encontros sobre como combater as taxas e cortes que cresceram. Protestos em universidades , como a conscistente marcha dos 1000 da Universidade de Oxford, deram uma indicação do estado de espírito que estava se desenvolvendo.
No dia da marcha, ficou claro desde o início que havia uma mudança no ar. Do ponto de partida se ouvia o barulho dos estudantes marchando que estavam distantes. Uma atmosfera de carnaval parecia ter dominado a marcha. Ficou claro, como os estudantes chegaram mais e mais, o tamanho da aglomeração se tornou evidente. A manifestação intoxicou-se com o reconhecimento de sua própria força.
Desde a crise financeira em 2008, muitos viram o que está sendo preparado na sociedade com uma espécie de silêncio. As pessoas têm dito que não há nenhuma voz ou movimento para aqueles que desejam combater os cortes. No entanto, o clima entre os estudantes foi eletrizante. Era como se, após um período de impotência e isolamento, os estudantes descobrissem que não estavam sozinhos, que eram parte de um movimento maior, com um propósito definido.
Houve um surto de última hora de participantes de universidades, juntamente com muitos estudantes secundaristas de Londres, que haviam boicotado as aulas no dia, empurrando assim os números para mais de 50.000, segundo estimativas fornecidas pelo NUS. Tais números foram verdadeiramente espantosos, era uma imagem surpreendente, com o protesto estudantil vibrante enchendo as ruas de Londres durante mais de cinco horas. O número de 50.000 foi o mais impressionante, considerando que o protesto era quase inteiramente composto por alunos, com alguns funcionários da universidade, que estava no meio da semana, exigindo, portanto, dos alunos a falta às aulas e não permitindo que outros trabalhadores mostrassem solidariedade. Assim foi o clima alegre dos alunos que, ao contrário do estereótipo típico de estudante letárgico, a marcha transbordou a posição inicial e saiu antes do horário agendado.
Onde será a próxima?
Para a maioria dos 50.000 estudantes na manifestação nacional, a questão na mente agora será "E agora?" É claro que as manifestações por si só não vão derrotar os cortes. As grandes manifestações de mais de um milhão de pessoas em Londres em 2003 contra a guerra no Iraque não conseguiram impedir o governo de Blair. A classe dominante pode tolerar manifestações, por mais fortes que sejam, enquanto estas não põem em cheque o seu direito de governar sobre a sociedade. O que é necessário é um movimento que possa derrubar esse governo.
A tarefa imediata para os estudantes, agora, é criar uma campanha de luta contra as taxas e cortes em todas as universidades, em colaboração com os trabalhadores das universidade. A pressão deve ser colocada sobre os líderes da união dos estudantes em cada campus para pedir reuniões em massa de estudantes, juntamente com os vários sindicatos que representam os trabalhadores - a UCU, Unite, e da Unison. Estas campanhas devem estar ligados com o movimento sindical local, a fim de construir um movimento de massa dos trabalhadores e da juventude contra os cortes. Os grandes acontecimentos de maio de 1968 na França, têm mostrado que é possível quando estudantes e trabalhadores se unem e lutam.
Em última análise, temos que dizer a verdade aos estudantes e trabalhadores: as reformas do passado - a educação gratuita, assistência médica universal, aposentadoria decente aos 65 anos - não são mais possíveis sob o capitalismo. A transformação radical da sociedade é necessária.
A manifestação nacional de estudantes foi importante porque foi o primeiro passo na ligação entre o movimento estudantil com a classe mais ampla de trabalhadores. O que ficou claro foi que o novo estado de espírito não caiu do céu. É a primeira válvula de escape para um descontentamento fervente que eclodiu como resultado dos cortes. Esse humor, os “Tories” não pode cortar, e se enfurece logo abaixo da superfície.
Milhares de estudantes foram para casa de suas respectivas universidades, com uma história para contar e uma educação política cem vezes mais valiosa do que a que se pode adquirir a partir de um livro ou de um seminário. Centenas de milhares de pessoas olhavam, e estão começando a tirar suas próprias conclusões.
Lembre-se do 10 de novembro. Ele marca um importante começo na Grã-Bretanha. O movimento dos estudantes marca a primeira etapa na luta de classes, um prelúdio para o despertar da classe trabalhadora britânica.
Acontecimentos mudaram o rumo na Grã-Bretanha. Uma primeira reação teve lugar esta semana contra o programa de cortes violentos que está sendo introduzido pela coalizão liderada por “Tory-led”. Na quarta-feira, 10 de novembro, Londres testemunhou uma resposta esmagadora dos alunos, uma manifestação de mais de 50 mil marchou em protesto contra os ataques que ocorrem no Ensino Superior.
A manifestação, uma demonstração conjunta da União Nacional dos Estudantes (National Union of Students -NUS) e da União dos Docentes dos Colégios e das Universidades(University and College Lecturers Union - UCU), marcou um ponto de inflexão para a luta de classes na Grã-Bretanha, que será vista pelos trabalhadores em toda parte como a primeira expressão da raiva e frustração, em desenvolvimento dentro da sociedade como um todo. Não se vê esses números na Grã-Bretanha desde os protestos contra a guerra do Iraque. Mesmo os protestos estudantis contra a Guerra do Vietnã, em Grosvenor Square em 1968, foram apenas um pouco maior.
As taxas e os cortes
Em 1998 o novo governo trabalhista sucateou a educação gratuita através de subvenções públicas às privadas. Apesar de uma promessa eleitoral de não aumentar as mensalidades, o novo governo aprovou em 2004 uma lei para aumentar o custo das mensalidades no Ensino Superior (HE - university level education) de £ 1.250 para £ 3.290 por ano. A lei só foi aprovada na Câmara dos Deputados porque Tony Blair articulou minuciosamente o apoio dos conservadores para vencer a rebelião de trabalhadores nos bastidores.
À luz da crise capitalista a “Browne Review” recomendou, em 12 de outubro deste ano, que as universidades sejam autorizadas a cobrar taxas ilimitadas de ensino, indo muito mais longe do que era esperado, o que revela a profundidade da crise. Apesar do novo governo de coalizão conservadores-liberais prometer levar em conta as recomendações da “Browne Review”, o governo recuou da beira do abismo por medo das consequências sociais e políticas. No final, eles anunciaram planos para permitir taxas de até £ 9.000 por ano. Muito embora os alunos não sejam obrigados a pagar qualquer valor adiantado, a dívida que se acumula será emprestada a juros - os juros que vão direto para os bancos!
Além das taxas crescentes, o governo de coalizão anunciou na “Comprehensive Spending Review” (CSR) em 20 de outubro, que o orçamento de ensino para as universidades seriam cortados em 40%. Isso levanta a possibilidade de fechar universidades inteiras, juntamente com fechamento de cursos na maioria das universidades. Os alunos, portanto, não serão os únicos afetados pelos cortes, o UCU estima que mais de 22.000 postos de trabalho em universidades estão em risco, incluindo os professores e pessoal de apoio.
A imagem é extremamente desoladora nos FE (Further Education - educação para 16 a 18 anos), com cortes previstos em 25%. As instituições FE educam e treinam mais alunos, maiores de 16 anos, do que as “sixth forms”e as universidades juntas. As FE são claramente necessárias: cerca de um milhão de alunos entre 16 e 24 anos são classificados como "NEETS" (Sem emprego, sem educação, sem treinamento). O subsídio de manutenção da educação (Education Maintenance Allowance - EMA) de até £ 30 por semana para as famílias pobres, corre o risco de ser desmantelado. Nacionalmente 46% dos estudantes FE são atendidos pela EMA, em áreas mais pobres figura próximo dos 80%.
Estes cortes, que formam parte de um ataque generalizado aos serviços públicos, estão rasgando a política de consenso das últimas duas décadas. A ilusão de que na Grã-Bretanha existia um tipo de "meritocracia", onde não importava o quão imperfeito, onde seus filhos tivessem a oportunidade de chegar ao topo com um pouco de trabalho duro, foi destruída. Não é de estranhar, portanto, que as bolhas de raiva estão começando a emergir.
Demonstração Nacional
Até recentemente o movimento contra os cortes nas universidade havia sido conduzido principalmente pelos trabalhadores da universidade, que estavam enfrentando as consequências mais imediatas da crise, sob a forma de perda dos postos de trabalho, congelamento de salários, e os ataques à previdência e às condições de trabalho. Como resultado, a UCU esteve em greve por diversas vezes ao longo do ano passado, tanto em instituições de HE como FE.
A direção da NUS, no entanto, não tem acompanhado a militância no período recente, e até mesmo chegou a abandonar a sua posição oficial sobre a campanha de educação gratuita da Conferência Nacional de 2008.
Como os detalhes da “Browne Review” e da RSE emergiram no último mês, as atividades nas universidades começaram a acelerar. As entidades estudantis de todo o país deram grande apoio a protestos e encontros sobre como combater as taxas e cortes que cresceram. Protestos em universidades , como a conscistente marcha dos 1000 da Universidade de Oxford, deram uma indicação do estado de espírito que estava se desenvolvendo.
No dia da marcha, ficou claro desde o início que havia uma mudança no ar. Do ponto de partida se ouvia o barulho dos estudantes marchando que estavam distantes. Uma atmosfera de carnaval parecia ter dominado a marcha. Ficou claro, como os estudantes chegaram mais e mais, o tamanho da aglomeração se tornou evidente. A manifestação intoxicou-se com o reconhecimento de sua própria força.
Desde a crise financeira em 2008, muitos viram o que está sendo preparado na sociedade com uma espécie de silêncio. As pessoas têm dito que não há nenhuma voz ou movimento para aqueles que desejam combater os cortes. No entanto, o clima entre os estudantes foi eletrizante. Era como se, após um período de impotência e isolamento, os estudantes descobrissem que não estavam sozinhos, que eram parte de um movimento maior, com um propósito definido.
Houve um surto de última hora de participantes de universidades, juntamente com muitos estudantes secundaristas de Londres, que haviam boicotado as aulas no dia, empurrando assim os números para mais de 50.000, segundo estimativas fornecidas pelo NUS. Tais números foram verdadeiramente espantosos, era uma imagem surpreendente, com o protesto estudantil vibrante enchendo as ruas de Londres durante mais de cinco horas. O número de 50.000 foi o mais impressionante, considerando que o protesto era quase inteiramente composto por alunos, com alguns funcionários da universidade, que estava no meio da semana, exigindo, portanto, dos alunos a falta às aulas e não permitindo que outros trabalhadores mostrassem solidariedade. Assim foi o clima alegre dos alunos que, ao contrário do estereótipo típico de estudante letárgico, a marcha transbordou a posição inicial e saiu antes do horário agendado.
Onde será a próxima?
Para a maioria dos 50.000 estudantes na manifestação nacional, a questão na mente agora será "E agora?" É claro que as manifestações por si só não vão derrotar os cortes. As grandes manifestações de mais de um milhão de pessoas em Londres em 2003 contra a guerra no Iraque não conseguiram impedir o governo de Blair. A classe dominante pode tolerar manifestações, por mais fortes que sejam, enquanto estas não põem em cheque o seu direito de governar sobre a sociedade. O que é necessário é um movimento que possa derrubar esse governo.
A tarefa imediata para os estudantes, agora, é criar uma campanha de luta contra as taxas e cortes em todas as universidades, em colaboração com os trabalhadores das universidade. A pressão deve ser colocada sobre os líderes da união dos estudantes em cada campus para pedir reuniões em massa de estudantes, juntamente com os vários sindicatos que representam os trabalhadores - a UCU, Unite, e da Unison. Estas campanhas devem estar ligados com o movimento sindical local, a fim de construir um movimento de massa dos trabalhadores e da juventude contra os cortes. Os grandes acontecimentos de maio de 1968 na França, têm mostrado que é possível quando estudantes e trabalhadores se unem e lutam.
Em última análise, temos que dizer a verdade aos estudantes e trabalhadores: as reformas do passado - a educação gratuita, assistência médica universal, aposentadoria decente aos 65 anos - não são mais possíveis sob o capitalismo. A transformação radical da sociedade é necessária.
A manifestação nacional de estudantes foi importante porque foi o primeiro passo na ligação entre o movimento estudantil com a classe mais ampla de trabalhadores. O que ficou claro foi que o novo estado de espírito não caiu do céu. É a primeira válvula de escape para um descontentamento fervente que eclodiu como resultado dos cortes. Esse humor, os “Tories” não pode cortar, e se enfurece logo abaixo da superfície.
Milhares de estudantes foram para casa de suas respectivas universidades, com uma história para contar e uma educação política cem vezes mais valiosa do que a que se pode adquirir a partir de um livro ou de um seminário. Centenas de milhares de pessoas olhavam, e estão começando a tirar suas próprias conclusões.
Lembre-se do 10 de novembro. Ele marca um importante começo na Grã-Bretanha. O movimento dos estudantes marca a primeira etapa na luta de classes, um prelúdio para o despertar da classe trabalhadora britânica.
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